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Sobre o Plano

O Plano geral de drenagem de lisboa é um documento estratégico municipal de Lisboa para a área do saneamento

Traduz-se num conjunto de ações que visam proteger Lisboa das cheias e inundações associadas a fenómenos extremos de precipitação, preparando-a para os desafios do futuro. A sua última versão refere-se ao período de execução 2016-2030:

 - melhoria do conhecimento da rede de saneamento existente

 - reforço e reabilitação da rede de saneamento existente

 - construção de bacias de retenção

 - construção de dois grandes túneis de drenagem para transvase de bacias

Para que serve?

As situações de inundações são frequentes na nossa cidade, em particular em zonas críticas como a Rua de Sta. Marta/S. José, a Baixa e Alcântara. Estes fenómenos têm tendência a agravar-se devido à crescente ocupação do território e ao efeito das alterações climáticas.

Face a esta realidade é de extrema importância implementar soluções que eliminem/reduzam os impactes sociais, económicos e ambientais associados às cheias e inundações.

Quais as vantagens adicionais associadas à construção dos túneis?

Apesar de o principal objetivo ser desviar caudais excessivos - até um tempo de recorrência de 100 anos, mitigando os impactes sociais, económicos e ambientais das inundações -, a construção dos túneis vai ter também em consideração 3 questões ambientais de relevo:

Estas bacias antipoluição irão captar e armazenar as primeiras águas da chuva (as mais poluídas por trazerem os resíduos depositados na superfície dos pavimentos) conduzindo-as posteriormente às fábricas de água (ETARs), já com um prévio tratamento de decantação. Desta forma será possível aumentar significativamente os volumes de água já tratada que são conduzidas ao rio Tejo, minimizando os seus níveis de poluição.

Outra vantagem na construção destas estruturas será a possibilidade de se utilizar água reciclada para lavagem de pavimentos, regas e incêndios. Isto será possível porque, nos túneis, será construída tubagem que conduzirá a água reciclada (das fábricas de água até às bacias antipoluição em sentido inverso ao da drenagem).

Esta água reciclada será reservada em depósitos independentes, dentro das bacias antipoluição que por sua vez alimentarão os marcos de água reciclada a instalar na cidade (estruturas de cor roxa, distintas dos atuais hidrantes vermelhos, abastecidos com água potável).

Na Bacia antipoluição de Monsanto/Campolide vai-se construir um compartimento onde, posteriormente, se pode garantir um caudal mínimo de água do Caneiro de Alcântara a ser conduzida por tubagem própria dentro do Caneiro, que poderá alimentar uma central mini-hídrica contribuindo para a redução significativa do consumo de energia elétrica na Fábrica da Água através desta Central sustentável.

Resiliência a cheias

Reaproveitamento de água

Bacias antipoluição

Como se atinge esse objetivo?

As ações do Plano, de uma forma muito sintética, materializam-se em 4 vetores de atuação:

  1. Controlo na origem - através da construção de Bacias de retenção/infiltração e trincheiras drenantes

  2. Transvase de bacias - Construção de 2 túneis com diâmetro interno de 5,5m e extensão total de cerca de 6 Km

  3. Reforço/reabilitação da rede de saneamento de maiores dimensões (doméstica e águas da chuva)

  4. Melhoria do conhecimento da rede de saneamento de Lisboa e do seu funcionamento

Qual o prazo de conclusão?

Estima-se cerca de 15 anos (2016-2030)

Qual o caminho percorrido para chegar a esta solução?

Timeline

Celebrado o contrato

2021

1140 dias, 132,9 M€ - consórcio Mota Engil/SPIE Batignolles Internacional

Bacias de retenção

2021

Construção da bacia de retenção no Parque Eduardo VII

Adjudicação do concurso

Dezembro 2020

1140 dias, 132,9 M€ - consórcio Mota Engil/SPIE Batignolles Internacion

Conclusão da obra na Av. Infante D. Henrique

2020

Construção de um microtúnel e 5 descarregadores
mais informação sobre esta obra

2º concurso público internacional

2019

1200 dias, 140 M€

Bacias de retenção

2019

Construção da bacia de retenção no Alto da Ajuda

Concurso público internacional

2018

1200 dias, 106 M€ - o concurso ficou deserto

Bacias de retenção

2018

Construção da bacia de retenção na Ameixoeira

Aprovação da solução proposta

Dezembro 2015

Após consulta pública foi aprovada em reunião de câmara

Atualização do PGDL 2008

2015

Face ao tempo decorrido desde a sua aprovação foi feita esta ação

Criação de uma equipa de trabalho

2014

Aprovada em reunião de câmara com a finalidade de implementar o PGDL 2008

Aprovado o primeiro Plano

Março 2008

Designado com PGDL 2008, propunha 4 tipos de atuação

nota: por falta de capacidade financeira não foi implementado

Adjudicação

Fevereiro 2006

Adjudicado ao consórcio Chiron/Engidro/Hidra

Lançamento do Plano

2004

A CML, através da Empresa Municipal de Águas Residuais- EMARLIS, deu início ao processo

Documentos

21 817 74 35 | 9h - 18h (dias úteis)
plano.drenagem@cm-lisboa.pt