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Em execução

Túneis de Drenagem

Construção de grandes coletores (os túneis) para proceder ao transvase de Bacias de drenagem com excesso de caudais e desta forma desviar a água que provocaria cheias e inundações, nos locais críticos de Lisboa, em picos de chuva.

Como funcionam estes túneis de drenagem?

Os 2 grandes coletores de drenagem são materializados por 2 túneis: Monsanto-Santa Apolónia (TMSA) e Chelas-Beato (TCB)

Têm ambos 5,5m de diâmetro interno e desenvolvem-se em profundidade, na maior parte do traçado muito abaixo das edificações da cidade e das infraestruturas existentes. Apenas nas zonas de vale da cidade (coincidentes com a Rua de Santa Marta e Av. Almirante Reis) e junto ao rio essa profundidade é diminuída.

Estes túneis irão captar a água recolhida em 2 pontos altos (Monsanto e Chelas), bem como em pontos adicionais de captação, ao longo do seu percurso, nomeadamente, Av. da Liberdade, Rua de Sta. Marta e Av. Almirante Reis, conduzindo o volume de água até ao meio recetor, o rio Tejo (em Sta. Apolónia e no Beato).

O Túnel Monsanto-Santa Apolónia tem cerca de 5Km de extensão.

O Túnel Chelas-Beato tem cerca de 1Km.

Enquadramento

Durante o ano de 2015, procedeu-se à atualização do PGDL 2008, face ao tempo decorrido desde a sua aprovação.

Tendo em conta o valor de investimento elevado, e à assunção da evidência das alterações climáticas, iniciou-se esta atualização com um exercício para verificar quais as consequências financeiras, sociais e de execução com a premissa de consideração de um tempo de recorrência superior a 10 anos. Para tal, inicialmente assumiu-se um tempo de recorrência de 20 anos.

Com este pressuposto, os valores de investimento subiram exponencialmente para a solução de conceção à base de reservatórios e verificou-se, também, dificuldades na obtenção de locais onde se pudessem construir os novos reservatórios. ou os antigos com as novas capacidades de reserva que esta alteração introduzia.

O PGDL 2008 baseava-se, fundamentalmente, na construção de reservatórios para atenuar os impactes das grandes chuvadas. Havia, no entanto, já um microtúnel previsto que ligava a Praça Martim Moniz com Sta. Apolónia, face à impossibilidade prática de se construir um reservatório nesta Praça (já lá existe um parque de estacionamento subterrâneo na zona mais adequada para se construir um reservatório).

Foi assim que se começou a encarar a alteração da solução reservatórios para a solução de transvase de bacias, recorrendo-se à construção de grandes coletores (os túneis) que pudessem proceder ao transvase de Bacias de drenagem com excesso de caudais. Verificou-se, também, que o horizonte do Plano poderia ser mais ambicioso traduzindo-se numa maior capacidade de mitigação dos eventos pluviométricos, cuja tendência é aumentarem face às alterações climáticas. Optou-se por um período de retorno de 100 anos (ou seja, a chuvada que pode acontecer uma vez em cada 100 anos) e também para um tempo de vida útil desta infraestrutura de 100 anos.

Timeline

Datas estimadas

Celebração do contrato

Agosto 2022

Assinatura prevista da consignação.

Estaleiro em Campolide

Agosto 2022

Construção do poço de entrada da Tuneladora.

Chegam as peças da tuneladora

Agosto 2022

Montagem da tuneladora OLI.

Início da perfuração

Agosto 2022

Escavação dos primeiros 10m.

Estaleiro em Santa Apolónia

Setembro 2022

Zona de saída da Tuneladora após execução do túnel.

Estaleiro no Beato

Setembro 2022

Zona de entrada da Tuneladora para execução do segundo túnel.

Estaleiro em Chelas

Setembro 2022

Finalização do segundo túnel.

Construção do estaleiro da Av. Almirante Reis

Setembro 2022

Delimitação do espaço para o estaleiro.

Montagem do estaleiro da Av. da Liberdade

Janeiro 2023

Delimitação e construção do 1º ponto adicional de captação.

Montagem do estaleiro da Rua de Santa Marta

Janeiro 2023

Delimitação do estaleiro para instalação de vórtice e caixas de confluência de coletores.

21 817 74 35 | 9h - 18h (dias úteis)
plano.drenagem@cm-lisboa.pt